Pesquisadora apresenta evolução da fruticultura no ES

A persidade da produção de frutas no Espírito Santo, com destaque para a influência dos polos de fruticultura, foi apresentada em reunião da Comissão de Agricultura, realizada nesta terça-feira (30). O Colegiado recebeu a engenheira agrônoma e pesquisadora do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) Adelaide de Fátima Santana da Costa.A pesquisadora apresentou um panorama do desenvolvimento dos 14 polos de fruticultura localizados de norte a sul do Estado. Segundo Costa, a implantação dos polos foi iniciada em 2003, para, entre outros objetivos, viabilizar a produção em escala; promover a persificação agrícola nas propriedades rurais; agregar valor à produção com melhoria da qualidade da fruta por meio das boas práticas agrícolas; e estimular a comercialização de frutas para mesa e para industrialização.“O governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seag), viabilizou o fomento de quase 2,7 milhões de mudas de fruteiras de qualidade, o equivalente a cerca de R$ 6 milhões, item fundamental no processo de implantação dos polos”, destacou a pesquisadora. As culturas de banana, mamão, manga, laranja e tangerina, foram as que apresentaram maior evolução a partir da implantação dos respectivos polos produtores, segundo Adelaide Costa. “A conjuntura do momento, o processo de comercialização e a acreditação dos produtores rurais no processo são fatores que promovem uma diferenciação entre as culturas”, explicou. Como desafios do setor, Adelaide Costa apontou o incentivo para o crescimento da produção de frutas; aumento da produtividade; utilização de tecnologias para a melhoria da qualidade das frutas; utilização de boas práticas agrícolas; e novas oportunidades de comercialização. A deputada Raquel Lessa (SD) ressaltou a importância da persificação agrícola por meio da fruticultura. “Quando fui prefeita de São Gabriel da Palha vi um preconceito muito forte com a fruticultura por parte dos produtores, que se preocupavam com a dificuldade de comercialização do produto. Quando entrou a Trop Frutas em Linhares eles entenderam que precisavam persificar a produção”, lembrou.Já a presidente da Comissão de Agricultura, deputada Janete de Sá (PMN), destacou o papel do Incaper na evolução da produção agrícola no ES. “Essa Comissão defende o fortalecimento do Incaper, esse instituto forte na pesquisa e extensão rural, para que os produtores sejam orientados a produzir cada vez mais com qualidade”, frisou.E o vice-presidente do colegiado, deputado Padre Honório (PT), criticou ações do governo do Estado que considerou contrárias ao desenvolvimento da atividade do instituto de pesquisa. “Avançamos muito com os investimentos em pesquisa, mas atualmente o governo está andando para trás, pois praticamente não existe mais serviço de extensão, não há valorização dos profissionais, nem estrutura de trabalho. O prejuízo que teremos será muito grande”, enfatizou.De acordo com os dados apresentados, a bananicultura é praticada em mais de 17 mil propriedades rurais, praticamente com mão de obra familiar, com produção anual de 304.607 toneladas das variedades prata, nanica (Cavendish) e da terra. A produção de mamão, de 288.905 toneladas anuais, se concentra mais ao norte do estado, e responde por grande parte das exportações do setor de fruticultura capixaba. O polo de manga abrange 17 municípios do noroeste capixaba que produzem 13.771 toneladas anuais da fruta, safra comercializada em negociação coletiva da venda direta para a indústria. A produção de manga atende a 70% da demanda da Trop Frutas, indústria de sucos instalada em Linhares, norte capixaba. Os polos de laranja e tangerina envolvem 33 municípios do sul e região serrana do Estado, que produzem 42.945 toneladas das frutas ao ano, além de abrigar cerca de 28 viveiros de mudas cítricas.
30/05/2019 (00:00)

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